Iraquianos atacam quartel dos EUA em Fallujah

Pelo menos dois soldados americanosficaram feridos hoje, num ataque contra um quartel dastropas dos EUA em Fallujah, a oeste de Bagdá. De acordo comtestemunhas, desconhecidos utilizaram lançadores de granadaspara atacar a instalação. Uma estação de transmissão de energiaelétrica localizada na vizinhança também foi atingida eincendiou-se. As tropas americanas, que haviam reforçado sua presença emFallujah nos últimos dias - quando os ataques contra as forçasde ocupação se intensificaram no Iraque - responderam atirandona direção dos agressores. Apesar do grande número de disparos,o Pentágono não informou sobre nenhuma baixa, de nenhum doslados. Em outro incidente armado, relatado pela TV de Dubai,soldados dos EUA mataram três civis iraquianos - um homem, umamulher e uma criança - durante uma operação no vilarejo de Makaral-Dheeb, no oeste do Iraque, perto da fronteira com a Síria.Fontes militares dos EUA disseram que a presença americana nasproximidades da pequena cidade foi reforçada depois de osserviços de inteligência terem alertado para a atividade degrupos paramilitares pró-Saddam Hussein na região. Na tentativa de conter os ataques contra suas tropas, ossoldados americanos intensificaram a busca de grupos queresistem à ocupação e as ações para desarmar a população. OPentágono batizou esse esforço de Operação Escorpião doDeserto. Os soldados americanos, submetidos a ataques diários noIraque, dizem que "estão cada vez mais frustrados e desiludidoscom seu papel" no país que invadiram há três meses, revelouhoje o jornal . "Em várias conversas com soldados estacionados na regiãocentral do Iraque, eles se queixaram de que não têm equipamentossuficientes para manter a paz e estão muito espalhados em áreasonde são atacados por combatentes leais a Saddam Hussein",afirmou o jornal. O governo do presidente George W. Bush sustenta que osataques iraquianos - nos quais morreram mais de 40 soldadosdesde 1º de maio, quando Washington declarou por terminada afase de ataques em grande escala - não indicam a existência deuma guerrilha organizada no Iraque. Segundo os soldados entrevistados pelo Washington Post, porém muitos se perguntam se a oposição armada à presença americanano Iraque pode ser mais profunda e mais bem organizada do que oadmitido pelos comandantes militares. Um sargento da Quarta Divisão de Infantaria do Exército,destacado perto de Baquba, a cerca de 50 quilômetros a nordestede Bagdá, se perguntou: "Em que nos metemos aqui?" "Supõe-se que a guerra terminou, mas a cada dia escuto quemorreu outro soldado (americano)", disse o oficial. "Vale a pena? Saddam já não está no poder. As pessoas aquiquerem que a gente vá embora. Por que estamos aqui ainda?",questionou.

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