Iraquianos continuam a aclamar o aiatolá al-Hakim

Cerca de 15.000 iraquianos saudaram o líder xiita que voltou recentemente do Irã, depois de duas décadas de exílio. No santuário do imã Ali, um dos pontos mais sagrados do islamismo xiita, o aiatolá Mohammed Baqir al-Hakim jurou ajudar a reconstruir o Iraque e repudiou o domínio dos Estados Unidos sobre seu país."Nunca aceitaremos humilhação", proclamou al-Hakim à multidão. "Todos os grupos tribais, étnicos e religiosos devem se unir sob a bandeira do Islã a fim de preservarem a independência, evitar diferenças, e construir um Iraque livre". Ele sublinhou que um Iraque independente deve ser baseado "primeiramente no Islã, que alcança independência para nós e, em segundo lugar, em eleições livres que levarão à formação de um governo".Al-Hakim visitava a região mais importante para os xiitas iraquianos depois de ter retornado sábado para o Iraque vindo do Irã, onde passou seu exílio liderando o Conselho Supremo da Revolução Islâmica no Iraque. Seu retorno à vida política deve reforçar a exigência xiita de um grande papel no futuro governo do Iraque, depois de anos de repressão promovida pela administração de Saddam Hussein, dominada pela minoria sunita.Apesar de al-Hakim rejeitar a influência dos EUA sobre o Iraque, seu grupo continua trabalhando com os americanos. O Conselho participou, no mês passado, em Bagdá, de uma reunião das oposições iraquianas organizada pelos EUA para planejar um futuro governo. Embora al-Hakim diga que não participará pessoalmente do próximo encontro, ele sugeriu que enviará representantes.Ele descartou a possibilidade de uma revolta armada contra as forças de ocupação, desde que os iraquianos tenham permissão de se manifestar pacificamente. "Não vamos pegar em armas contra ninguém para alcançar nossos objetivos. Vamos buscar o caminho do diálogo e das eleições livres", adiantou.Veja o especial :

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