Iraquianos estão otimistas sobre futuro, revela pesquisa

Os iraquianos estão mais otimistas sobre o futuro e menos preocupados com a violência e a insegurança, revelou pesquisa divulgada hoje. De acordo com o levantamento, feito pelas emissoras ABC, BBC e NHK, 21% dos iraquianos sentem que suas vidas são muito boas, ante 13% em março de 2008. Eles também se sentem mais seguros - 46% dos pesquisados disseram que acreditam que a seguranças em suas vizinhanças é muito boa, porcentual que era de 20% no ano passado, segundo a pesquisa.

AE-AP, Agencia Estado

16 de março de 2009 | 16h37

Um comunicado da ABC disse que os resultados "representam uma reversão impressionante na espiral de desespero causada pela violência sectária iraquiana em 2006 e 2007". A comunidade curda é a mais otimista - 32% disseram que consideram suas vidas muito boas, enquanto 25% da comunidade xiita e 8% da sunita disseram ter o mesmo sentimento. Mas o resultado mostra que, enquanto ficam mais otimistas, os iraquianos estão mais cautelosos do que eram logo após a invasão norte-americana no país em 2003. O levantamento mostra que 56% das pessoas acreditam que suas vidas estarão melhores daqui a um ano, enquanto 17% acham que estará pior. Em 2004, 71% acreditavam que suas vidas estariam melhores em um ano e apenas 6% pensavam que estariam piores.

Os iraquianos também continuam infelizes com a forma como os Estados Unidos e as forças de coalizão cumprem suas responsabilidades no Iraque, com 69% dizendo que eles fizeram um trabalho ruim ou muito ruim - similar aos 70% do ano passado. Apenas 30% acham que eles fizeram um bom trabalho ou um trabalho muito bom, ante 29% do ano passado.

Já 35% dos entrevistados acreditam que o governo do presidente Barack Obama vai tornar as coisas melhores para o Iraque, enquanto 38% acham que não fará muita diferença. Os iraquianos pesquisados disseram que continuam infelizes com a invasão de 2003 liderada pelos Estados Unidos. Pouco mais da metade, ou 56%, acham que a invasão foi, de alguma forma ou absolutamente errada, acima dos 50% apurados no ano passado.

A ABC News, BBC e a emissora japonesa NHK entrevistaram 2.228 pessoas para o levantamento em fevereiro de 2009, que tem uma margem de erro de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa é a sexta de uma série que começou em março de 2004.

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