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Iraquianos relembram massacre de 1988 com minuto silêncio

Os iraquianos fizeram nesta sexta-feira, 16, a pedido do governo, um minuto de silêncio em memória das vítimas do massacre de Halabja, em 1988, quando milhares de curdos morreram em conseqüência dos bombardeios e do gás tóxico lançados pelo Exército iraquiano.A homenagem, às 11h (5h de Brasília), foi a primeira vez em que os iraquianos lembraram a tragédia desde que ela ocorreu.A localidade curda de Halabja, situada na fronteira com o Irã, foi bombardeada pela artilharia do Exército de Saddam Hussein e por aviões de combate que utilizaram gases mortais. Milhares de pessoas, a maioria da população civil, morreram nesta ação.Sete ex-funcionários iraquianos, entre os quais se encontra o último ministro da Defesa do regime de Saddam, Sultan Hashem Ahmed, estão sendo julgados em Bagdá pela denominada Campanha de Al-Anfal, na qual se inclui o massacre de Halabja.A campanha de Al-Anfal, que ocorreu entre março e setembro de 1988, causou o desaparecimento de 180 mil curdos, que foram fuzilados e enterrados em valas comuns ou que morreram de fome em prisões no deserto. Ataques em BagdáQuatro soldados americanos foram mortos por uma explosão que aconteceu ao leste de Bagdá nesta sexta-feira, 16, segundo informações policiais.Os militares acreditam que milícias xiitas sofisticaram seus armamentos apoiados pelo Irã e agora podem atacar com mais perigo as tropas americanas no Iraque.Além deste ataque, ainda na sexta-feira, pelo menos uma pessoa morreu e cincoficaram feridas no ataque com morteiros a uma mesquita sunita numa localidade próxima a Bagdá, informaram hoje fontes policiais iraquianas.A mesquita de Kilani, em Zafarana, 20 quilômetros ao sul da capital do Iraque, recebeu uma chuva de bombas, que também provocou danos materiais em vários edifícios próximos.O ataque durou três horas, num período em que estava proibida a circulação de veículos em Bagdá.A medida de segurança havia sido adotada para evitar o uso de carros-bomba durante as orações da sexta-feira, dia santo muçulmano.

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