Iraquianos saem às ruas para protestar contra governo

Centenas de manifestantes foram às ruas no Iraque neste sábado para exigir eleições mais livres e melhores serviços públicos, revelando um crescente descontento da população. Em Bagdá, cerca de 200 pessoas protestaram contra a falta de água e eletricidade.

AE-AP, Agencia Estado

10 de outubro de 2009 | 18h56

Com os baixos preços do petróleo, o governo iraquiano vem enfrentando dificuldades para recuperar a infraestrutura do país, após anos de negligência, corrupção e ataques de insurgentes. Além disso, o governo também vem tendo problemas para reorganizar suas forças de segurança, que devem assumir após a saída das tropas norte-americanas, prevista para 2011.

A falta de água potável e eletricidade deve ser o principal tema nas eleições de janeiro para o primeiro-ministro Nouri al-Maliki, que vinha fazendo uma campanha baseada em segurança. Nos últimos dias, porém, ele tem dito que a infraestrutura deve ser prioridade no próximo ano fiscal.

Neste ano, o Iraque teve de cortar duas vezes seu orçamento devido à queda nos preços do petróleo. No ano que vem, o orçamento deve ser de US$ 70 bilhões, ainda bem abaixo das necessidades do país.

O ministro da Defesa iraquiano, Abdul-Qader al-Obeidi, disse que cortes no orçamento de defesa no próximo ano criarão obstáculos para treinar e equipar as tropas. "Iremos sacrificar muitas coisas em favor dos serviços porque não dá para comparar um tanque a um hospital", disse.

Enquanto isso, cerca de 800 pessoas nas províncias de Wasit e Basra foram às ruas para pedir eleições mais livres. O parlamento iraquiano está considerando a possibilidade de listar apenas os blocos partidários, e não os candidatos, nas cédulas de votação das eleições de janeiro. As informações são da Associated Press.

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