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Iraquianos se distanciam de acordo sobre lei eleitoral

Parlamentares iraquianos não conseguiram chegar a um acordo nesta terça-feira sobre a lei para as novas eleições no país. O impasse sobre a lei fez surgirem preocupações de que as eleições, marcadas para o dia 16 de janeiro, terão de ser adiadas porque as autoridades eleitorais não terão tempo suficiente para organizá-las

AE, Agencia Estado

27 de outubro de 2009 | 19h03

"Não chegamos a nenhum acordo hoje e vamos retomar as conversações na quarta-feira", disse um parlamentar à agência France Presse. Ele falou em condição de anonimato.

Pela proposta, os partidos teriam de colocar a lista completa de candidatos nas cédulas eleitorais. Atualmente, os eleitores votam em listas fechadas e nas cédulas aparecem apenas os nomes dos partidos.

Curdos

Segundo o parlamentar, o enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU), Ad Melkert, que participa das negociações, fez a proposta para superar as questões em Kirkuk, a província rica em petróleo e etnicamente diversa localizada no norte do país.

A proposta da ONU envolve a realização de eleições em todo o país, incluindo Kirkuk, no mesmo dia. Diplomatas temem que as eleições em Kirkuk tenham de ser adiadas por causa das disputas sobre os registros eleitorais na província.

O parlamentar disse que pela proposta os registros eleitorais atuais seriam usados no pleito em Kirkuk, mas que seriam atualizados após a eleição.

Os curdos, que formam a maioria da população em Kirkuk, exigem que a província seja incorporada à sua região autônoma, embora as comunidades árabe e turcomena sejam contrárias à medida.

Mas um porta-voz da ONU disse à France Presse que a mensagem da organização "não foi uma proposta, foi uma discussão". "A ONU está envolvida em grandes discussões", disse o porta-voz Said Arikat.

Segundo Abdul Hadi al-Hassani, parlamentar do partido Dawa, ao qual pertence o primeiro-ministro Nouri al-Maliki, três opções foram apresentadas para Kirkuk: o adiamento das eleições na província, o uso de registros eleitorais de 2004 e a divisão da província em duas entidades eleitorais.

O parlamentar curdo Mahmud Othman disse que as propostas foram desconsideradas pela facção curda do Parlamento. "Nós recusamos qualquer proposta que dê a Kirkuk status especial e também rejeitamos a adoção de registros eleitorais de 2004 e 2005".

A pressão para que um acordo sobre a lei seja alcançado vem de várias frentes, dentre elas o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a ONU, líderes religiosos iraquianos e também do primeiro-ministro.

Entrave

Alguns partidos têm evitado colocar o projeto de lei em votação para evitar o apoio público às listas fechadas. Dessa forma, eles tentam assegurar o mesmo resultado das últimas eleições ao forçar o governo a adotar o sistema de listas fechadas.

O entrave político ameaça as eleições, já que a lei eleitoral deve começar a valer 90 dias antes do pleito. Pela Constituição, as eleições devem ser realizadas até 31 de janeiro.

Os partidários da lista fechada argumentam que o sistema dá ênfase aos programas dos partidos, mas os que são contrários afirmam que os que apoiam a lista fechada estão apenas preocupados com a possibilidade de perderem seus cargos.

As informações são da Dow Jones.

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