Iraquianos seqüestram 2 turcos e ameaçam executá-los em 48 horas

Militantes contrários à invasão dos EUA no Iraque disseram neste sábado ter capturado dois motoristas turcos e ameaçam decapitá-los dentro de 48 horas se a empresa para a qual trabalham não deixar o Iraque, no último evento da onda contínua de seqüestros no país. Pelo menos outros sete motoristas de caminhão estão em poder dos insurgentes.O grupo Tawhid e Jihad, do extremista jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, exigiu que os donos da empresa para a qual os dois turcos trabalham deixem o Iraque através de um videoteipe divulgado pela televisão Al-JAzira, que mostrou três atiradores mascarados por trás dos dois homens sentados mostrando várias formas de identificação, incluindo o que parecia ser dois passaportes turcos.O âncora da Al-Jazira identificou os homens como dois motoristas de caminhão que trabalham para um empresa turca que entrega suprimentos para as forças norte-americanas no Iraque. Não ficou claro de imediato a partir de quando o prazo de 48 horas começaria a correr. Já o prazo final dado pela Brigada das Bandeiras Negras para a execução de sete funcionários da companhia Gulf Link Transport, do Kuwait, mantidos reféns no Iraque há dez dias, expirou hoje ao meio-dia. Os seqüestradores exigiram a saída da empresa do país para libertar os reféns - três indianos, três quenianos e um egípcio.Negociações foram mantidas entre o mediador iraquiano xeque Hisham al-Dulaymi e um representante da empresa, mas al-Dulaymi não fez declarações sobre o resultado do encontro até a noite deste sábado. Familiares de quatro caminhoneiros jordanianos seqüestrados terça-feira no país esperavam hoje por sua libertação, com base em informação de um militante do Esquadrão da Morte da Resistência Iraquiana que telefonou sexta-feira à noite para o irmão de um dos reféns. Mais cedo hoje, um caminhoneiro turco foi posto em liberdade após um seqüestro de doze dias no Iraque, informou a edição turca da rede de notícias CNN.Um porta-voz militar dos EUA informou que 20 insurgentes iraquianos morreram em Faluja, em combates com as forças dos EUA entre quinta e sexta-feiras. Na noite deste sábado, fortes explosões foram ouvidas na cidade a oeste de Bagdá, enquanto recomeçavam os combates entre forças americanas e insurgentes iraquianos.

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