Iraquianos testemunham contra americanos acusados de matar civil

Testemunhas iraquianas contaram novamente nesta quarta-feira como sete marines e um membro do corpo médico da marinha norte-americanos tiraram um iraquiano de sua própria casa e o mataram com tiros. Os testemunhos ocorreram durante audiências prévias separadas de dois dos acusados de participar da morte de Hashim Ibrahim Awad, de 52 anos, na cidade rural iraquiana de Hamdania. O júri decidirá se o tiroteio foi assassinato ou um justificável ato de guerra. As testemunhas disseram que os oito envolvidos agarraram os pés de Awad, puxaram o homem para fora de sua casa e atiraram mortalmente nele em uma trincheira ao lado da estrada. Os advogados de defesa deverão dizer ao júri que Awad estava tentando plantar explosivos no momento em que os militares o encontraram. Eles também questionam a credibilidade das testemunhas. Caso sejam acusados, os réus poderão ser condenados a morte. Os advogados de Marshall Magincalda, que supostamente agarrou os pés da vítima e o arrastou para fora da casa, pediram para que a audiência de seu cliente seja fechada ao público, pois, segundo eles, isso poderia prejudicar o caso. Porém, o investigador Robert S. Chester negou o pedido, dizendo que o povo tem "o direito de ouvir esses procedimentos". Outra audiência também está encaminhada para John J. Jodka, de 20 anos, acusado de ter atirado em Awad. Ambos os réus estão presos na prisão militar de Camp Pendleton, na Califórnia, desde que retornaram do Iraque.Os promotores ainda acusam Magincalda de reunir cartuchos de balas e colocá-los sobre o corpo de Awad, enquanto seus colegas limpavam as impressões digitais de uma AK-47 e a plantaram na mão do morto, aparentemente para fazer com que ele se passasse por um insurgente. Os outros seis réus deverão ter audiências separadas nas próximas semanas. As acusações que eles responderão são de seqüestro, assassinato e conspiração.

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