Iraquianos vão à Justiça contra tropas britânicas

O governo britânico expressou "arrependimento e compaixão" pelas mortes de civis iraquianos, mas argumentou, num tribunal, que seria impossível aplicar as leis de direitos humanos vigentes no país e na Europa em meio ao caos do Iraque. O governo começou a apresentar seus argumentos contestando as acusações de parentes de seis iraquianos supostamente assassinados por soldados britânicos, que chegaram à Suprema Corte na tentativa de forçar uma investigação independente para o caso.Os advogados dessas famílias disseram que a Convenção Européia de Direitos Humanos, que foi incorporada às leis britânicas, está do seu lado. O advogado de Londres, Christopher Greenwood, falou da "impossibilidade de aplicar a convenção nas circunstâncias de um lugar como Basra", mas disse que há outras leis que se aplicam ao caso. Todas as seis vítimas cuja morte conduziu à abertura do processo que chegou à Suprema Corte morreram na região sudeste do Iraque, ocupada pelos britânicos, depois que cessaram os principais combates, em 1º de maio de 2003, e antes da passagem de poder para uma administração iraquiana em junho deste ano. Cinco das vítimas foram mortas a tiros - duas delas em suas casas, uma enquanto dirigia um carro, uma que participava de um funeral e outra enquanto trabalhava como agente policial. A sexta vítima é Baha Mousa, de 26 anos, recepcionista de um hotel em Basra que morreu supostamente após ser espancado por tropas britânicas em setembro de 2003.

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