Iraquianos vão às ruas protestar contra bombardeio

Milhares de iraquianos voltaram a sair às ruas da capital iraquiana, Bagdá, hoje, em protesto contra os bombardeios anglo-americanos realizados na sexta-feira. Pelo menos duas mil pessoas, incluindo membros do governo, como o vice-ministro das Relações Exteriores, Nabil Najim, protestaram no centro da capital iraquiana e outras mil em frente à sede do partido oficialista Baath. Segundo fontes oficiais, Saddam Hussein reuniu-se hoje com seu gabinete para estudar as possíveis formas de resposta a serem adotadas contra os ataques."Esta perigosa agressão deve ser condenada", afirmou Najim em um discurso aos que realizavam os protestos na capital. A TV estatal iraquiana divulgou durante toda a manhã imagens dos dois locais atingidos pelos bombareios da sexta, que deixaram um saldo de dois mortos e pelo menos 20 feridos, segundo as autoridades locais. Os países árabes prosseguiram hoje com as críticas aos ataques aéreos, com o jornal oficialista sírio Al-Thawra qualificando-os de "um passo provocativo que explicita um grande desprezo pela dignidade do povo iraquiano. Trata-se de um perigoso precedende nas relações internacionais", afirmou o jornal. Um comunicado conjunto dos governo da Líbia e da Tunísia divulgado na Líbia conclamava ao fim das sanções impostas ao Iraque e pedia pelo "imediato fim de todos os atos de agressão contra o povo iraquiano". As imagens divulgadas pela televisão iraquiana hoje mostraram casas, aramazéns e depósitos destruídos nas vila agrícola de al-Hafriya, a poucos quilômetros de Bagdá, onde caiu um dos mísseis. "Essa é uma região agrícola e não há instalações militares ali", afirma Fawzia Ibrahim, residente local entrevistado pela televisão estatal.

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