Irbil é uma 'mini-Dubai' no Curdistão

Já no desembarque, o visitante de Irbil percebe que não está chegando a uma cidade qualquer do Iraque, ou mesmo do Oriente Médio. O moderno aeroporto não fica atrás de nenhuma metrópole americana ou europeia do seu porte, com 1,5 milhão de habitantes.

IRBIL, IRAQUE, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2014 | 02h00

O vidro e o aço dos edifícios fazem lembrar uma mini-Dubai. Não por acaso, os Emirados Árabes Unidos são um dos grandes investidores do setor da construção civil de Irbil, no qual se estima que tenha injetado US$ 2 bilhões.

Outro traço que lembra as ricas monarquias do Golfo é a presença de trabalhadores indianos, paquistaneses e filipinos ao lado dos executivos americanos e europeus das multinacionais do petróleo - Exxon Mobil, Shell e Total, entre outras.

"Quando cheguei aqui, há oito anos, as ruas eram de terra", lembra um taxista filipino, que veio de Dubai, a convite de um empresário que formou uma frota com 20 motoristas de seu país. "Quando o Estado Islâmico estava avançando, pensamos em fugir, mas os voos foram cancelados. Agora não tem mais perigo: os americanos estão resolvendo."

A autoconfiança de Irbil, abalada com o avanço dos jihadistas, foi rapidamente restaurada com o início dos bombardeios americanos. Hoje, parece mais difícil imaginar a capital do Curdistão ocupada por militantes islâmicos do que Bagdá, atingida pelas sanções dos anos 90.

Sob proteção dos EUA, Irbil recobrou, em parte, suas atividades, embora o setor do petróleo e gás e o intenso comércio com a Turquia, responsáveis por sua prosperidade, continuem paralisados. / L.S.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.