Irlanda aprovou Tratado de Lisboa, anuncia premiê

O primeiro-ministro da Irlanda, Brian Cowen, anunciou hoje que os irlandeses aprovaram o Tratado de Lisboa. Declarando a vitória da campanha do governo pelo "sim", mesmo antes do final da contagem dos votos do referendo de sexta-feira, Cowen disse em entrevista coletiva: "Hoje, o povo irlandês falou com voz clara e retumbante. Este é um grande dia para a Irlanda e um grande dia para a Europa." O "sim" obteve 67,1% dos votos e houve uma participação de 58%. Em 2008, o tratado havia sido rejeitado por 53,4% dos irlandeses.

AE, Agencia Estado

03 de outubro de 2009 | 20h25

A União Europeia qualificou a aprovação irlandesa como "um amplo" voto de confiança na integração europeia. "Minha mensagem hoje é muito simples: obrigado Irlanda!", disse o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durao Barroso.

Em Estocolmo, o primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt, cujo país controla atualmente a presidência rotativa da UE, disse que era um "ótimo dia para a Europa". O presidente do Parlamento Europeu, Jersy Buzek declarou que o "sim" irlandês ao Tratado de Lisboa mostra o "verdadeiro compromisso" do país com a UE. Mas, segundo Buzek, o bloco ainda enfrenta grandes desafios, entre eles desemprego, imigração ilegal.

Uma nova rejeição do acordo pelos irlandeses atrasaria a integração da UE e sua expansão adicional, além de debilitar o euro. Dublin aceitou convocar nova consulta depois de receber garantias da UE a respeito de sua neutralidade militar, sistema de impostos e proibição do aborto.

Criado para substituir a Constituição Europeia - rejeitada pelos eleitores da França e da Holanda em 2005 -, o objetivo do Tratado de Lisboa é instituir novos mecanismos de defesa e relações exteriores, além de criar um mandato de longo prazo para um presidente do Conselho Europeu. Mas, antes de ser adotado, o tratado tem de ser aprovado por todos os 27 países que integram o bloco. Até o momento, 24 membros já ratificaram o texto.

Tudo o que sabemos sobre:
IrlandareferendoTratado de Lisboa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.