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Irlanda do Norte diz que governo será estabelecido em maio

Lado a lado pela primeira vez na história, líderes de partidos protestantes e católicos da Irlanda do Norte anunciaram nesta segunda-feira, 26, que irão discutir a divisão de poderes em um novo governo de união, que será anunciado no dia 8 de maio.A decisão foi divulgada após consecutivas negociações entre o Partido Democrático Unionista, liderado pelo protestante Ian Paisley, e os católicos do Sinn Fein. O grupo é o braço político do Exército Republicano Irlandês (IRA), atualmente desmobilizado."Depois de um longo tempo de dificuldade na nossa província, eu acredito que novas oportunidades apareceram", disse Paisley, que antes havia boicotado o contato com o Sinn Fein por conta de suas ligações com o IRA."Não podemos permitir que os horrores e tragédias do passado sejam uma barreira e devemos tentar criar um futuro melhor e mais estável para nossos filhos", acrescentou Paisley.O ex-comandante do IRA Gerry Adams, de 58 anos, disse nesta segunda-feira que o diálogo e o possível acordo marcam o começo de uma "nova era" na política da Irlanda do Norte. Agora é um novo começo, com a ajuda de Deus", afirmou Adams.Um passado de confrontoDesde o final dos anos 60, católicos e protestantes mergulharam numa guerra civil na Irlanda do Norte, a antiga província do Ulster, ligada ao Reino Unido. A disputa fez com que a região se transformasse no palco do mais longo conflito da Europa no pós-Guerra. As hostilidades, marcadas por atos de terrorismo e prisões realizadas por Londres, duraram até um acordo recente, intermediado pelo governo trabalhista de Tony Blair, marcando o fim de 30 anos de confronto.Inspirados nos ativistas americanos, os católicos organizaram várias marchas de protesto pelo país. Dois acontecimentos fizeram história, violentamente reprimidos pela multidão protestante, em 1969. Três anos depois foi a vez das tropas britânicas envolverem-se numa chacina, quando pára-quedistas abriram fogo contra uma passeata pacifica e desarmada em Bogside, no Derry, em 30 de janeiro de 1972. Ao todo, 13 católicos morreram e centenas ficaram feridos no incidente que ficou conhecido como "Bloody Sanday" ("Domingo Sangrento").A partir destes confrontos, o IRA decidiu ampliar seu raio de ataque. Passou a explodir bombas na Inglaterra e a assassinar personalidades do governo britânico. Apesar da assinatura de uma trégua geral, em 1994, entre os Unionistas (protestantes) e os representantes do Sinn Féin e do governo britânico, foram incontáveis as infrações cometidas por ambos os lados.Matéria altearda às 10h48, para acréscimo de informação

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