Paul Faith/AFP
Paul Faith/AFP

Irlanda é o primeiro país da UE a retomar confinamento, mas mantém escolas abertas

Irlandeses somente poderão sair de suas casas para fazer exercícios em um raio de 5km ao redor de suas casas; quem descumprir as regras estará sujeito a multa

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2020 | 18h30
Atualizado 19 de outubro de 2020 | 19h08

DUBLIN - Toda a Irlanda entrará em confinamento a partir da meia-noite de quarta-feira, 21, para enfrentar a pandemia de covid-19. O país é o primeiro da União Europeia a tomar essa medida, anunciou nesta segunda-feira, 19, o primeiro-ministro Micheal Martin

Todo o país passará para o nível 5 de controle, o mais duro. Pelas regras não serão permitidas visitas nem a residências particulares. As escolas continuarão abertas. 

Bares, cafés, restaurantes e pubs só podem oferecer comida para viagem ou entrega. Lojas de varejo essenciais poderão permanecer abertas, mas os demais serviços terão de fechar as portas. Os casos diários no país saíram de 442, em 1.º de outubro, para 1.284 no domingo, uma alta de 190%.

"Pedimos a todos no país para que fiquem em casa", acrescentou Martin. De acordo com o primeiro-ministro, somente as pessoas com empregos essenciais terão autorização para se deslocar para seus trabalhos. 

Os irlandeses somente poderão sair de suas casas para fazer exercícios em um raio de 5km ao redor de suas casas. Quem descumprir as regras estará sujeito a multa.

Segunda onda 

O mundo registrou mais de 40 milhões de casos do novo coronavírus nesta segunda-feira, 19, de acordo com um levantamento em tempo real da Universidade Johns Hopkins. O número de mortes desde o início da pandemia chegou a 1.113.896. Mais da metade das contaminações foram registradas nos Estados Unidos (8,1 milhões), Índia (7,5 milhões) e Brasil (5,2 milhões). 

Na Europa, onde já há mais de 250 mil mortes e a segunda onda de infecções não diminui, novas restrições entraram em vigor em vários países, como o toque de recolher noturno na Bélgica e a obrigação de usar máscaras em ambientes fechados na Suíça./AFP  

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