Irmã de vítima do Hamas culpa governo de Israel

A família de uma vítima do ataque suicida do grupo radical palestino Hamas contra um ônibus, em Jerusalém, afirmou ao ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, que ele era "co-responsável" pela morte, alegando que as políticas do governo israelense para os palestinos provocaram a retaliação. A sargento Tamar Ben-Eliyahu, de 20 anos, foi uma das 17 pessoas mortas no ataque do Hamas da semana passada. A explosão ocorreu um dia depois de Israel ter tentado, sem sucesso, matar um líder político do Hamas, Abdel Aziz Rantisi. O Hamas anunciou que o atentado no ônibus era um revide.O ministro da Defesa israelense, Shaul Mofaz, fez uma visita de pêsames à família de Ben-Eliyahu e foi duramente criticado pela irmã da vítima, Hadas, de 23 anos. "Você só nos oferece violência e morte... O que você nos ofereceu nos últimos três anos? A não ser o assassinato de pessoas, o que mais? Eu realmente gostaria de saber", perguntou Hadas a Mofaz. A visita foi transmitida pela tevê israelense. "A questão é se agora é o momento de conversar sobre isso", replicou Mofaz, visivelmente constrangido. Ele propôs que a conversa tivesse prosseguimento em seu escritório. Depois da visita, Hadas e seu pai, Omri, escreveram uma carta com críticas a Mofaz que a jovem leu, hoje, na Rádio de Israel. O gabinete de Mofaz informou que o ministro compartilha a dor da família, mas acusou Hadas de explorar a visita, ao convidar a imprensa.

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