AFP PHOTO / Helene Valenzuela
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Irma se transforma em furacão de categoria 5 e segue rumo às Antilhas

De acordo com o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos, fenômeno apresenta ventos máximos de 280 km/h e se desloca a 22 km/h; ele deve passar perto ou sobre partes do norte das Pequenas Antilhas ainda nesta terça-feira

O Estado de S.Paulo

05 Setembro 2017 | 11h33

MIAMI, EUA - O furacão Irma chegou nesta terça-feira à categoria 5, a maior na escala de intensidade Saffir-Simpson, enquanto continua seu deslocamento rumo às Antilhas, no Caribe, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos.

O "extremamente perigoso" furacão Irma, o quarto da temporada de furacões no Atlântico, apresenta ventos máximos de 280 km/h e se encontra a 440 quilômetros ao leste de Antígua e a 445 quilômetros ao sudeste de Barbuda, nas Pequenas Antilhas - uma longa cadeia de ilhas dispostas ao longo da extremidade oriental do mar do Caribe -, disse o  NHC.

O ciclone se desloca rumo ao oeste com uma velocidade de translação de 22 km/h, indicou o NHC em um boletim especial. Espera-se que mantenha esta trajetória até a noite desta terça-feira, quando deve seguir em direção ao noroeste e passar perto ou sobre partes do norte das Pequenas Antilhas ainda.

O governo de Barbados emitiu um aviso de tempestade tropical para Dominica e há um aviso de furacão para as ilhas de Antígua, Barbuda, Anguilla, Montserrat, São Cristóvão e Nevis; bem como para as ilhas de Saba, Santo Eustáquio, São Martinho, São Bartolomeu, Ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Virgens Americanas, Porto Rico, Vieques e Culebra. 

Também está em vigor uma vigilância de furacão para Porto Rico, as Ilhas Virgens e Guadalupe. A advertência indica que o furacão é iminente nas próximas 36 horas, enquanto a vigilância assinala que a sua chegada acontecerá em 48 horas.

Segundo a trajetória projetada pelo NHC, o olho de Irma pode passar na quinta e na sexta-feira ao norte da República Dominicana, Haiti e Cuba, e depois seguir diretamente sobre as Bahamas e o sul da Flórida no fim de semana.

O NHC acrescentou que o fenômeno provocará um aumento de até três metros no nível normal do mar e chuvas de até 25 cm, além de ondas "grandes e destrutivas".

O ciclone passou na manhã da quinta-feira da semana passada diretamente de tempestade tropical para furacão de categoria 2 e rapidamente se transformou em um furacão maior, ao subir para a categoria 3 na escala de intensidade de Saffir-Simpson, que vai até 5.

A primeira tempestade tropical de 2017 foi Arlene, que se formou em abril no Atlântico, mais de um mês antes do começo da temporada de furacões. Depois vieram Bret, Cindy, Don, Emily e Franklin, que se tornou o primeiro furacão da temporada. Em seguida, Gert, o segundo furacão, Harvey, que alcançou a categoria 4, e agora Irma, que chegou à categoria 5.

Grande risco

Nas pequenas ilhas de São Martinho e São Bartolomeu, as aulas foram suspensas já na segunda-feira. A representante do Estado francês neste territórios, Anne Laubies, afirmou que se trata de uma "situação de risco muito elevado para cerca de 11 mil pessoas".

Ela anunciou que a região está em alerta vermelho pela passagem do furacão, o que significa que a população deve permanecer abrigada na maior parte do tempo. "Estamos diante de uma problemática maior que não víamos na região há mais de 20 anos", disse Anne. 

Em Guadalupe, as escolas ficarão fechadas até quarta-feira e as "lojas na região costeira e em encostas serão esvaziadas" em razão do risco de "inundações e deslizamentos", segundo as autoridades locais. / EFE e AFP

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