Irmandade Muçulmana anuncia derrota em eleições 'inválidas' do Egito

Nenhum dos candidatos do bloco opositor conseguiu assento no Parlamento

Efe

30 de novembro de 2010 | 14h21

CAIRO - O movimento Irmandade Muçulmana, principal grupo da oposição no Egito, anunciou nesta terça-feira, 30, que nenhum de seus candidatos venceu nas eleições legislativas deste domingo. O grupo classificou o pleito como "falso e inválido".

 

"O resultado é que nenhum dos (aspirantes da) Irmandade Muçulmana venceu", disse o até agora chefe do grupo parlamentar do movimento, Mohammed Saad al-Katatni, em entrevista na sede do partido no Cairo na qual denunciaram as irregularidades cometidas durante o pleito.

 

Embora a Comissão Eleitoral do Egito ainda não tenha anunciado os resultados definitivos do primeiro turno, desde segunda-feira se especulava sobre a perda de representação no Parlamento da Irmandade Muçulmana, que nas eleições de 2005 obteve 88 cadeiras.

 

"Fizeram calar aos símbolos da oposição no Parlamento", disse Katatni, quem assinalou que seu grupo tomará uma decisão nas próximas horas sobre participar ou não do segundo turno do pleito, previsto para 5 de dezembro.

 

A Irmandade Muçulmana, considerada ilegal, mas tolerada pelo regime de Hosni Mubarak, no poder desde 1981, apresentou 130 candidatos independentes para superar os impedimentos legais, e 26 deles poderiam participar do segundo turno.

 

Por sua vez, o chefe da organização Mohammed Badia, denunciou que "as irregularidades e os crimes cometidos pelo regime superaram a falsificação e chegaram a atacar aos próprios juízes (dos comitês). Na sua opinião, tudo isto "mostra a fragilidade do regime e sua política sistemática de descartar a todas as outras forças, entre elas a Irmandade".

 

O dirigente do grupo insistiu diante dos jornalistas em que sua organização continuará seu programa pacífico e que nunca se dirigirá à violência.

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