Abdeljalil Bounhar/AP
Abdeljalil Bounhar/AP

Irmandade Muçulmana apoia intervenção da Turquia na Síria

Líder exilado acredita que sírios deveriam aceitar ajuda de Ancara para proteger civis da repressão

AE, Agência Estado

17 de novembro de 2011 | 14h32

ISTAMBUL - O líder exilado da Irmandade Muçulmana da Síria, Mohammad Riad Shakfa, disse nesta quinta-feira, 17, que seus compatriotas deveriam aceitar a "intervenção" da Turquia no país para solucionar meses de massacre sangrento. Shafka fez o pedido em Istambul, no mesmo dia em que primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, insistiu para que a comunidade internacional tome um papel mais forte contra o regime sírio.

 

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"Nós poderemos pedir mais à Turquia, como um país vizinho", disse Shakfa, sem entrar em detalhes. O diário pró-governamental Sabah reportou nesta quinta-feira que o Conselho Nacional da Síria, que reúne grupos opositores na Turquia, ao lado da Irmandade Muçulmana Síria, poderá pedir ao governo turco que imponha uma zona de exclusão aérea sobre a Síria para proteger civis sírios na região de fronteira com a Turquia.

"O povo sírio deveria aceitar uma intervenção vinda da Turquia, em vez do Ocidente, se seu objetivo é proteger as pessoas", afirmou Shafka numa coletiva de imprensa.

Já Erdogan disse, em outro evento, que o mundo precisa "ouvir os gritos" da Síria urgentemente e "fazer algo para acabar com o derramamento de sangue". Erdogan fez as declarações em uma conferência internacional sobre energia em Istambul. Ele acrescentou serem necessárias medidas segurança para o fornecimento de energia e para a paz mundial.

Apesar de não especificar que ações seriam estas, ele pediu que a comunidade internacional se sensibilize com a condição do povo sírio da mesma forma com que fez com a Líbia. Ele disse que "a falta de reação aos massacres na Síria estão causando feridas irreparáveis na consciência da humanidade".

A Turquia cancelou na terça-feira a exploração de cinco poços de petróleo na Síria, um trabalho que seria conjunto com a estatal petrolífera síria, e ameaça cortar o fornecimento de energia elétrica ao país vizinho. Além disso, militares sírios que desertaram atravessaram a fronteira e se refugiaram na Turquia.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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