Irmandade Muçulmana designa cristão copta como vice-presidente de partido

Rafik Habib participará do "Liberdade e Justiça", maior grupo da oposição egípcia

Efe

18 de maio de 2011 | 11h14

CAIRO - O cristão copta Rafik Habib foi designado como vice-presidente do partido político "Liberdade e Justiça", ligado à Irmandade Muçulmana, o maior grupo da oposição egípcia, confirmou ele mesmo nesta quarta-feira, 18, à Agência Efe.

 

Habib, reconhecido pensador cristão, afirmou que já confirmou oficialmente sua designação como vice-presidente do partido da Irmandade Muçulmana, que tinha anunciado a intenção de criar um partido para concorrer ao pleito parlamentar de setembro.

 

Os documentos necessários para a formação do partido, incluindo o programa, seus fundadores e suas bases, foram apresentados nesta quarta-feira ao comitê encarregado da criação de formações políticas, explicou Habib, que será o primeiro dirigente copta na organização islâmica.

 

Espera-se que no prazo de 30 dias se conheça se foi aprovada ou rejeitada a inscrição do cristão copta ao partido, acrescentou.

 

A Irmandade Muçulmana, uma organização criada em 1928 com fins religiosos e políticos, foram proscritos em 1954, após a derrocada - dois anos antes - da monarquia egípcia.

 

Nos últimos anos concorreram as eleições parlamentares com candidatos independentes. De fato, na Câmara Baixa eleita em 2005 conquistaram cinco cadeiras.

 

O secretário-geral da formação política, Saad al-Katatni, disse nesta quarta-feira que "Liberdade e Justiça" tem 8.821 fundadores, dos quais 93 são cristãos e 978 mulheres.

 

Segundo Katatni, o programa do partido se baseia nos pedidos da revolução de 25 de janeiro, que incluem a igualdade entre todos os cidadãos e a independência das decisões políticas.

 

A Irmandade Muçulmana vão apresentar candidatos às eleições parlamentares, programadas para setembro, para preencher entre 45% e 50% das cadeiras.

 

Sobre as eleições à Presidência, cuja data não foi decidida ainda, a Irmandade Muçulmana reiterara que não vai apresentar nenhum candidato e que não vão apoiar nenhum de seus membros que decidirem apresentar-se livremente.

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