Irmandade Muçulmana do Egito realiza votação pública

A Irmandade Muçulmana do Egito realizou uma eleição interna em público pela primeira vez em sua história neste sábado, uma demonstração de abertura antes da eleição parlamentar de novembro.

YASMINE SALEH, REUTERS

06 de agosto de 2011 | 18h09

O grupo, que é a força política organizada mais popular do país, foi proibido e frequentemente perseguido, mas em parte tolerado, durante os 30 anos de poder do ex-presidente Hosni Mubarak, deposto por um levante em fevereiro.

A Irmandade costuma ser vista como o grupo mais bem preparado para a votação de novembro, no qual seu recém criado partido "Liberdade e Justiça" irá pleitear metade dos assentos da assembleia.

A eleição de sábado, à qual jornalistas foram convidados, pretende escolher substitutos para três autoridades seniores que se demitiram do órgão administrativo da Irmandade em abril para se unir ao Partido Liberdade e Justiça, que o grupo diz que será independente.

Os demitidos foram o líder do partido Mohamed Mursi, o vice-líder Essam Elarian e o secretário-geral Mohamed Saed Elkatatny. Eles foram substituídos por Abdel Azim Abou Seif, Mohamed Ahmed Ibrahim e Hossam Abou Bakr.

"As eleições que acontecem desta maneira aberta é um dos ganhos da abençoada revolução que permitiu liberdade de expressão e concedeu liberdade a todos os cidadãos egípcios, incluindo a Irmandade Muçulmana", declarou o guia do grupo, Mohamed Badie, em um discurso durante o evento em um hotel do Cairo.

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