Irmandade Muçulmana e oposição farão protesto no Egito

Enquanto a nova liderança do Egito discute sobre o nome do primeiro-ministro, a Irmandade Muçulmana e os opositores convocam novas manifestações para este domingo, renovando os temores de outra onda de violência nas ruas após a deposição do presidente islâmico Mohammed Morsi.

Agência Estado

07 de julho de 2013 | 12h25

As novas manifestações são convocadas dois dias após um enfrentamento entre grupos rivais deixar 36 mortos e mais de mil pessoas feridas.

Os militares dizem que as tropas estão preparadas para os protestos e para qualquer "ação provocativa". Um porta-voz do exército disse, na página oficial do Facebook, que infratores serão punidos de acordo com a lei. Na última sexta-feira, manifestantes anti-Morsi abriram fogo contra defensores de Morsi.

Um grupo de liberais e jovens, que liderou a deposição de Morsi, convoca novas manifestações para este domingo na Praça Tahrir, no Cairo, para defender o novo país e a volta dos militares ao poder.

Do outro lado, a Irmandade Muçulmana, que auxiliou Morsi na chegada ao poder como o primeiro líder eleito democraticamente, também convoca protestos e afirma que os militares se moveram contra a democracia e pedem a volta de Morsi, que está preso pelos militares em local desconhecido. Nesse domingo, no Facebook, o líder da Irmandade, Mohammed Badie, disse que os líderes do golpe inconstitucional continuam a causar violações contra o povo egípcio.

Desde a deposição do presidente, na quarta-feira, líderes da Irmandade foram presos e a imprensa islâmica, que inclui canais de televisão e jornal, foram fechados. Fonte: Associated Press

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