Irmandade Muçulmana rejeita dissolução de Parlamento no Egito

Braço político quer referendo sobre a decisão e acusou o governo militar de tentar monopolizar o poder

Agência Estado,

16 de junho de 2012 | 14h32

Texto atualizado às 15h23

 

CAIRO - A Irmandade Muçulmana acusou o governo militar do Egito de tentar monopolizar o poder ao dissolver o Parlamento, dominado por islamitas e pediu um referendo sobre a decisão.

 

"As ameaças constantes de dissolver o parlamento, eleito com a vontade de 30 milhões de egípcios, confirmou o desejo do conselho de monopolizar o poder", afirmou o braço político da Irmandade Muçulmana em um comunicado.

 

"A dissolução do parlamento eleito precisa ser levada a referendo", acrescentou o braço político, após o governo militar notificar o Parlamento sobre a dissolução em acordo com a decisão judicial anunciada na quinta-feira.

 

O governo militar também proibiu os membros do Parlamento de entrarem na Casa após a decisão judicial anular as últimas eleições legislativas, afirmou a agência de notícias MENA.

 

Segundo a agência, a decisão já foi implementada e os legisladores estão agora proibidos de entrar no Parlamento sem autorização prévia.

 

Essam al-Erian, vice-presidente do partido Liberdade e Justiça, que tem maioria no Parlamento, disse que a Casa recebeu a notificação de que o chefe da junta militar que governa o Egito, Field Marshal Mohamed Hussein Tantawi, declarou o Parlamento dissolvido. As informações são da Dow Jones.

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