Irmandade quer presidente próximo do islamismo para o Egito

A Irmandade Islâmica quer um presidente do Egito próximo do islamismo, afirmou o líder do grupo. O comentário indica que ele descartou o apoio ao candidato liberal Amr Moussa na eleição presidencial.

TOM PERRY, REUTERS

21 de fevereiro de 2012 | 14h50

A Irmandade foi a principal vencedora na última eleição parlamentar do país, conquistando maioria absoluta das cadeiras.

Mohamed Badie, o líder da Irmandade, afirmou em comunicado divulgado nesta terça-feira que apoiará um candidato à presidência do país, mas ainda não decidiu qual.

O grupo informou que não terá um nome próprio na disputa pelo posto que foi ocupado por três décadas por Hosni Mubarak, retirado do poder em meio a uma revolta popular.

"O candidato que nós apoiaremos não será um candidato de um movimento islâmico em particular. Se fosse assim, nós lançaríamos um nome próprio", afirmou Badie em entrevista publicada no jornal "Liberdade e Justiça", publicação diária da Irmandade. Mas frisou: "O candidato deve ter um passado islâmico".

Mohamed Badie sustentou que o grupo vai analisar o programa de todos os candidatos. "Depois, caberá ao órgão consultivo do grupo escolher quem receberá o nosso apoio."

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