Amr Abdallah Dalsh/ Reuters
Amr Abdallah Dalsh/ Reuters

Irmandade reage a prisão de seus líderes e convoca novo ato no Egito

Grupo islamista defende resistência pacífica e acusa Exército de promover volta da ditadura

O Estado de S. Paulo,

11 de julho de 2013 | 11h44

CAIRO -  Irmandade Muçulmana e cerca de 40 grupos islâmicos convocaram nesta quinta-feira, 11, novos protestos contra o golpe militar que depôs o presidente Mohamed Morsi, um dia depois de a Justiça do país ter ordenado a prisão de seus principais líderes. O grupo islamista, do qual Morsi faz parte, pediu uma resistência pacífica de seus partidários e denunciou as detenções como um retorno da ditadura militar ao país.

Entre os detidos está o guia supremo do grupo, Mohamed Badie, acusado de ter incitado militantes à violência, o que teria causado o massacre de Nasr City, que deixou pelo menos 51 mortos na segunda-feira.

"Continuaremos nossa resistência pacífica ao sangrento golpe militar contra a legitimidade constitucional", declarou a Irmandade por meio de comunicado publicado na internet. "A luta pela recuperação da revolução pacífica nunca se suspenderá, apesar dos massacres sangrentos contra os fiéis durante sua oração"

A aliança qualificou esta declaração como "opressora e inválida", e rotulou de "golpista" o governo que o novo primeiro-ministro, Hazem al-Beblaui, está tentando formar. Além disso, a coalizão islamista expressou sua rejeição à recente declaração constitucional emitida pelo presidente interino, Mansur Adli, que estabelece um calendário à reforma constitucional e às eleições na etapa transitória.

Mais cedo, Beblauiu disse não descartar convidar membros do Partido Liberdade e Justiça (PLJ), braço político da Irmandade, para formar seu gabinete. "Eu não olho para a associação política... Se alguém é nomeado do Partido Liberdade e Justiça (da Irmandade), se ele for qualificado para o cargo", ele pode ser considerado, disse Beblawi à agência France Presse.

Irã. O Egito acusou o Irã do que considerou uma "interferência inaceitável" nos assuntos internos do país e por ter criticado a deposição de Morsi. O incidente aponta um retorno a relações mais distantes entre os dois países, depois de uma tentativa de reaproximação sob o governo de Morsi, da Irmandade Muçulmana.

O governo iraniano afirmou na segunda-feira que a retirada de Mursi do poder, depois das intensas manifestações na ruas contra o ex-presidente, eram "motivo de preocupação" e sugeriram que "mãos estrangeiras" estavam agindo no país árabe. / REUTERS, AP e EFE

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