Irmão de Bin Laden continuará como cônsul

O irmão do terrorista Osama bin Laden, o empresário Khalil bin Laden, afirmou que continuará no posto de cônsul-honorário do Brasil em Jidá, na Arábia Saudita, e prosseguirá com seu trabalho de oferecer assistência a todos os brasileiros que passarem pela cidade. A declaração foi remetida a cinco meios de comunicação do Brasil, entre os quais o Estado, por meio da Internet. O cônsul-honorário, entretanto, deixou claro na mensagem que não quer fazer comentários sobre seu irmão. "Ele (Khalil) dará o máximo de si como cônsul-honorário e continuará a dar assistência aos brasileiros, como fez no passado", diz a mensagem, assinada pelo seu secretário, G. Medina. Khalil Bin Laden assumiu a função de cônsul-honorário em Jidá em 1988. Sua indicação ocorreu depois de o governo brasileiro ter transferido sua embaixada de Jidá, cidade que abriga o maior porto da Arábia Saudita, para Riad, a capital do país. Casado com a maranhense Isabel Cristina Bayma, Khalil foi escolhido para o posto por seu interesse pelo Brasil e pela assistência que já oferecia aos brasileiros de passagem por Jidá, segundo o embaixador Luiz Villarinho Pedroso, corregedor de Serviços Exteriores do Itamaraty e chefe da representação do País em Riad, entre 1989 e 1993. De acordo com Villarinho Pedroso, o empresário chegou a comentar que tinha uma família numerosa e, entre tantos irmãos, havia de todos os tipos, incluindo um "louco, fanático religioso". Na ocasião, não deu mais detalhes. O embaixador informou ainda que Khalil sempre manteve uma disposição de prestar total ajuda ao governo e aos cidadãos do Brasil. Durante a Guerra do Golfo, em 1991, o empresário chegou a oferecer navios para o transporte de brasileiros que estavam no Oriente Médio. "Agradecemos, mas essa função cabia à embaixada", afirmou o embaixador.

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