Irritado, Lula lamenta morte de dissidente cubano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva irritou-se com as informações de grupos de direitos humanos, segundo as quais pediram uma audiência a ele para que intercedesse junto ao governo cubano em favor do preso político cubano Orlando Zapata Tamayo, que morreu na terça-feira após 85 dias de greve de fome. "Se tivessem pedido pra conversar comigo, eu teria conversado com eles e qualquer presidente teria conversado. Não nos recusamos a conversar", disse Lula, que também lamentou a morte do dissidente cubano.

AE, Agencia Estado

25 de fevereiro de 2010 | 07h38

Ele afirmou que não recebeu nenhuma carta ou pedido para intermediar o caso e, se tivesse recebido, talvez pudesse ter procurado Zapata e evitado a morte dele porque é contra a greve de fome.

Lula, na verdade, esquivou-se de comentar as acusações de violações dos direitos humanos em Cuba e a prisão de ativistas políticos no país, limitando-se a responder o fato de não ter recebido o pedido para intermediar a questão. Questionado sobre se não era ruim para sua biografia não condenar as prisões políticas, Lula disse que sua solidariedade não pode ser questionada e voltou a fazer críticas aos dissidentes.

"Temos de lamentar, como ser humano, sobre alguém que morreu porque decidiu fazer greve de fome, que vocês sabem que eu sou contra porque fiz greve de fome", afirmou Lula. "Se essas pessoas tivessem falado comigo antes, eu teria pedido para ele parar a greve e quem sabe teria evitado que ele morresse. Lamento profundamente que uma pessoa se deixe morrer por uma greve de fome."

O presidente lembrou a sua experiência de quando fez greve de fome e avisou que nunca mais faz isso. E fez um alerta aos ativistas: "As pessoas precisam parar com o hábito de fazer cartas, guardarem para si e depois dizerem que mandaram para os outros. Quando uma pessoa manda uma carta para um presidente, no mínimo, só pode dizer que o presidente a recebeu se protocolar a carta." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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