Isaf diz que afirmações de mulá Omar são 'falsidades'

Líder taleban culpou as tropas estrangeiras pela 'violência e destruição' no Afeganistão

EFE

14 de outubro de 2007 | 05h40

As Forças para a Assistência à Segurança (Isaf) da Otan no Afeganistão qualificaram neste domingo de "falsidades" as declarações divulgadas nesta sexta-feira pelo líder dos talebans, o mulá Omar, que culpou as tropas estrangeiras pela "violência e destruição" no Afeganistão. O órgão lembrou que a mensagem divulgada na sexta-feira para os meios de imprensa afegãos pelo líder taleban por ocasião da festividade de Eid ul-Fitr, que celebra o fim do Ramadã, dizia que o Afeganistão está sob ocupação das forças dos EUA e de seus aliados, que segundo o mulá Omar são "os autênticos terroristas". "Isto é evidentemente falso. Houve alguns lamentáveis incidentes nos quais civis afegãos morreram em operações da Isaf. No entanto, todos os soldados da Isaf operam sob normas de combate pactuadas para minimizar o risco de vítimas civis", afirma o comunicado das forças internacionais. O organismo acrescenta que a missão das tropas no Afeganistão é "respaldar a estabilização, a segurança, a reconstrução e o desenvolvimento" do país. Também culpa os extremistas talebans de se oporem aos esforços para melhorar a vida dos afegãos, "e são eles os que devem ser considerados responsáveis pela violência" à população. O comunicado lembra que pelo menos 670 afegãos, entre civis e forças de segurança, morreram este ano por causa de ataques com explosivos perpetrados pelos talebans, "incluindo os recentes ataques indiscriminados contra o Exército e a Polícia afegã em lugares abarrotados de gente". Cerca de 80% das vítimas dos atentados com explosivos foram membros das forças de segurança afegãs ou civis, acrescenta a Isaf. O mulá Omar tem o paradeiro desconhecido desde a derrubada do regime taleban em 2001 pela coalizão internacional liderada pelos EUA, embora se acredite que permaneça oculto em algum lugar da fronteira entre Afeganistão e Paquistão.

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