Islâmicos egípcios se juntam a outros na busca por mudanças

Milhares de egípcios se reuniram na praça Tahrir no Cairo nesta sexta-feira para mostrar união, entre islâmicos e outras religiões, na busca por mudanças, embora permaneçam divididos sobre pressionar duramente ou não os militares a respeito do ritmo e profundidade das reformas.

PATRICK WERR E MARWA AWAD, REUTERS

29 de julho de 2011 | 12h12

A Irmandade Muçulmana e outros islâmicos haviam se juntado a uma grande manifestação com outros grupos no dia 8 de julho, exigindo uma profunda eliminação dos oficiais que serviram o presidente deposto Hosni Mubarak e julgamentos de corrupção mais rápidos.

Islâmicos disseram que querem dar ao Exército tempo de resposta. Outros grupos, tais como o movimento 6 de abril, mantiveram a pressão, com alguns montando acampamento em Tahrir.

"Estamos felizes que forças políticas estão mostrando uma frente unida neste momento crítico na revolução", disse Mohamed Adel, porta-voz do grupo 6 de abril.

Alguns manifestantes acusam a Irmandade, que foi banida no governo Mubarak, mas agora goza de liberdades sem precedentes, de fazer um pacto com o Exército. O grupo rejeita a acusação.

Os manifestantes marcharam em direção ao Ministério da Defesa e outras instalações militares no Cairo e em outras cidades no final de semana passado.

Na capital, os manifestantes entraram em confronto com jovens que arremessavam pedras, enquanto soldados formando um cordão fizeram pouco para intervir.

Os governantes militares, por meio de uma declaração, acusaram o movimento 6 de abril de tentar dividir o povo e o Exército, que recebeu críticas por continuar a usar julgamentos militares para os civis e não agir mais rapidamente para julgar Mubarak e seus aliados.

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