Islâmicos franceses negociam libertação de jornalistas

As entidades muçulmanas da França enviaram uma delegação a Bagdá para obter a libertação dos dois jornalistas franceses seqüestrados pelo Exército Islâmico do Iraque, grupo que ameaça matá-los se o governo não anular a lei que proíbe o uso do véu islâmico nas escolas públicas. As autoridades no Iraque suspeitam que essa organização tenha vínculos com a rede Al-Qaeda.Antes de partir para Amã, na Jordânia, de onde seguiriam para Bagdá, os representantes do Conselho Francês dos Fiéis Muçulmanos (CFCM) rezaram na grande mesquita de Paris pela libertação de George Malbrunot, dos diários Le Figaro e Ouest-France, e Christian Chesnot, da Rádio France Internationale.O ultimato dado pelo grupo iria expirar hoje à noite, segundo um representante da Liga Árabe na França. Chesnot e Malbrunot disseram num vídeo enviado a uma TV árabe que temem por suas vidas. O mesmo grupo radical executou na semana passada um jornalista italiano porque a Itália se recusou a retirar suas tropas do Iraque. O governo francês deixou claro que não revogará a lei, que entrará em vigor amanhã, mas se empenha intensamente em contatar os rebeldes, por meio de dirigentes islâmicos, para salvar a vida dos jornalistas. "Ainda tenho esperança. Espero que a lógica prevaleça", disse hoje o chanceler francês, Michel Barnier, à TV árabe Al-Jazira.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.