Islâmicos querem garantir vantagem em eleição no Egito

Os partidos de orientação islâmica que venceram a primeira etapa das eleições parlamentares do Egito buscam consolidar sua vantagem na segunda rodada eleitoral, a partir desta quarta-feira. Há 18,8 milhões de egípcios habilitados para votar dessa vez, nas primeiras eleições legislativas desde que um levante popular acabou com o regime de 30 anos de Hosni Mubarak, em fevereiro.

AE, Agência Estado

14 de dezembro de 2011 | 08h32

A votação deve ocorrer durante dois dias, com um segundo turno uma semana depois. Os eleitores devem votar três vezes, duas em candidatos individuais e uma no partido ou coalizão, para a assembleia de 498 cadeiras.

O primeiro estágio eleitoral, em 28 de novembro, teve os partidos islâmicos superando com folga seus rivais liberais. O padrão é similar ao ocorrido na Tunísia e no Marrocos, após uma série de levantes populares na região.

Os partidos afiliados à Irmandade Muçulmana e os movimentos ultraconservadores salafistas ficaram com 65% dos votos. As siglas liberais ficaram com apenas 29,3% até agora. A segunda rodada ocorre na cidade de Gizé, Beni Sueif, ao sul da capital, e as províncias do Delta do Nilo de Menufiya, Sharqiya e Beheira, nas cidades de Ismailiya e Suez e nas cidades ao sul de Sohag e Aswan.

O Partido Justiça de Liberdade (PJL), ligado à Irmandade Muçulmana, afirmou que obteve 32 das 56 cadeiras individuais na primeira fase da disputa. Outras quatro cadeiras foram para seus aliados.

Em votação partidária separada, que terá mais de 100 cadeiras distribuídas, o PJL ganhou 36,6% dos votos, enquanto o fundamentalista islâmico Al-Nur ficou em segundo, com 24,4%.

A vitória da Irmandade Muçulmana era prevista, já que é o grupo político mais organizado no país, com décadas de um trabalho de caridade e resistência à repressão da ditadura de Mubarak.

O processo eleitoral para a Câmara dos Deputados termina em janeiro. Em seguida, os egípcios elegem o Senado em três rodadas. As informações são da Dow Jones.

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