Ahmed Ali/AP
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Islamistas tentam ampliar vantagem em nova votação no Egito

Primeira eleição livre do Egito em seis décadas acontece em três etapas, até janeiro

REUTERS

14 de dezembro de 2011 | 09h52

 

CAIRO - Grupos islamistas rivais buscam na quarta-feira, 14, ampliar sua força política no Egito, na segunda rodada de uma eleição parlamentar em que liberais também buscam influenciar a transição para um regime civil.

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A primeira eleição livre do Egito em seis décadas acontece em três etapas, até janeiro. Mas a junta militar só irá ceder o poder aos civis depois da eleição presidencial de junho.

A pragmática Irmandade Muçulmana, um grupo radical islamista (salafistas) e uma terceira facção, moderada, receberam conjuntamente dois terços dos votos na disputa entre listas partidárias, na primeira etapa.

Mas a Irmandade já sinalizou que deseja formar uma ampla coalizão, em vez de uma limitada aliança religiosa, num Parlamento que terá como principal tarefa escolher a comissão encarregada da redação de uma nova Constituição, que enterre de vez as três décadas do regime autoritário do presidente Hosni Mubarak, deposto em fevereiro.

A votação foi pacífica na primeira etapa, apesar do registro de diversas irregularidades, especialmente na campanha de boca de urna. Em um distrito do Cairo, a votação será repetida porque algumas cédulas desapareceram ou foram danificadas.

As autoridades eleitorais disseram que as irregularidades não foram suficientes para tirar a legitimidade do pleito, e que os problemas serão resolvidos nas próximas etapas da votação.

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