AFP / FERDINANDH CABRERA
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Islamitas atacam prisão e facilitam fuga de mais de 150 detentos nas Filipinas

Complexo penitenciário de Kidapawan abrigava cerca de 400 presos; ataque teria sido realizado por facção dissidente do grupo insurgente muçulmano Frente Moro de Libertação Islâmica (MILF)

O Estado de S. Paulo

04 Janeiro 2017 | 08h28

MANILA - Homens armados vinculados a um grupo rebelde muçulmano atacaram nesta quarta-feira, 4, uma prisão no sul das Filipinas, matando um dos guardas e facilitando a fuga de 158 presos, afirmaram guardas do presídio.

Cem homens atacaram a prisão de Kidapawan, a 50 km de Davao, principal cidade da ilha meridional de Mindanao, e enfrentaram os guardas durante duas horas. A ataque foi "um resgate planejado de certos prisioneiros", disse aos veículos de imprensa, o diretor da prisão, Peter Bungat, após assegurar que houve um corte de energia elétrica antes da ação.

"Foi para resgatar seus companheiros detidos, uma operação de resgate", disse o guarda Peter John Bonggat ao canal local de televisão ABS-CBN, ressaltando que o ataque superou as capacidades de defesa dos vigilantes.

"Os presos aproveitaram o ataque e empilharam suas camas umas sobre as outras para escapar", relatou Bonggat. Ao menos 158 detidos - dos cerca de 400 que cumprem pena no local - conseguiram fugir, acrescentou Bonggat, que disse não saber quantos deles estavam vinculados aos combatentes que atacaram a prisão.

O ataque foi lançado por uma facção dissidente do grupo insurgente muçulmano Frente Moro de Libertação Islâmica (MILF), disse Bonggat, referindo-se ao movimento armado islamita mais importante do país, com o qual o governo iniciou negociações de paz.

Um porta-voz do MILF, Von al-Haq, disse que desconhecia a identidade dos que atacaram a prisão. O MILF, que conta com 10 mil combatentes, observa atualmente um cessar-fogo.

A região de Mindanao, no sul das Filipinas, sofre há décadas com ações armadas de separatistas muçulmanos e grupos criminosos, alguns das quais aderiram ao grupo extremista Estado Islâmico. Mindanao é o reduto ancestral da minoria muçulmana nas Filipinas, país onde a maioria da população é católica.

Os ataques contra prisões são frequentes nesta região, onde no ano passado extremistas do EI deixaram em liberdade 23 detidos em diferentes operações. / AFP e EFE

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