Islamitas do Mali prometem atacar o 'coração da França'

Grupos islamitas do norte do Mali, que estão há quatro dias sob bombardeios de aviões da França, prometeram se vingar da ofensiva ocidental com ataques em território francês e na África. "A França atacou o Islã. Nós vamos atingir o coração da França", disse à agência France Presse por telefone Abou Dardar, líder do Movimento pela Unidade e Jihad na África Ocidental, conhecido como MUJAO, um braço da Al-Qaeda no Magreb islâmico.

AE, Agência Estado

14 de janeiro de 2013 | 10h53

Perguntado sobre onde poderiam atacar, ele responder que "em qualquer lugar. Em Bamako, na África e na Europa". O membro do MUJAO também se referiu aos oito reféns franceses, mantidos na região do Sahel. "Nós realizaremos um comunicado sobre os reféns hoje. A partir de hoje, todos os mujahedin estão juntos".

A ofensiva francesa bloqueou o avanço das forças islamitas rumo à capital Bamako, segundo autoridades francesas. Os aviões ocidentais atingiram vários alvos nos territórios rebeldes da cidade de Gao e Kidal no domingo. Só na cidade de Gao, no domingo, foram mortos 60 islamitas, de acordo com os moradores da região e forças de segurança locais.

Apesar do ação bem sucedida, o ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, declarou que os soldados franceses encontraram uma grande resistência. "A situação... evolui favoravelmente", Le Drian disse a repórteres, depois de um encontro com o presidente François Hollande. O ministro também afirmou que "um ponto difícil" permanece na região oeste da zona de combate, onde as forças francesas encontraram resistência de grupo munidos de armamentos pesados.

Le Drian afirmou também que rebeldes, no leste do Mali, foram acuados e tiveram de recuar, acrescentando que eles podem ter deixado a cidade de Konna em direção a Douentza.

Mais cedo, nesta segunda-feira, um agente de inteligência do Mali informou que os pilotos franceses lançaram um ataque próximo a cidade de Diabali, no centro do país. A ofensiva marca o primeiro ataque na região central do país. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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