Islamitas jordanianos querem limitar poder do rei

Oposição diz que cargo de primeiro-ministro deveria ser de quem tiver amioria no Parlamento

AE, Agência Estado

19 de janeiro de 2011 | 17h35

AMÃ - A oposição jordaniana nesta quarta-feira, 19, hoje emendas constitucionais que limitem o poder do rei na nomeação de chefes de governo. Os opositores islamitas argumentam que o cargo de primeiro-ministro deveria ser do líder do partido que tem maioria no Parlamento.

"Nós queremos emendas constitucionais que limitem o poder do rei em nomear quem ele quiser para liderar o governo sem qualquer restrição constitucional", disse Zaki Bani Rsheid, líder da poderosa Frente de Ação Islâmica. "O líder da maioria no Parlamento deve se tornar primeiro-ministro ou ser eleito diretamente pelo povo". Pela Constituição jordaniana, o rei nomeia e demite os primeiros-ministros.

Bani Rsheid disse que a frente, braço político jordaniano da Irmandade Muçulmana, "preparou um amplo estudo sobre as emendas à Constituição", que é de 1952. Ontem, a Frente de Ação Islâmica exigiu a dissolução do Parlamento e a saída dos integrantes do governo do primeiro-ministro Samir Rifai por "fraude" nas eleições de novembro.

"As eleições foram marcadas pela fraude. Temos evidências do uso de dezenas de milhares de documentos de identidades falsos durante o processo eleitoral", disse o secretário-geral da frente, general Hamzeh Mansur. As informações são da Dow Jones.

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