AP
AP

Islamitas planejavam sequestrar juiz na França

Islamitas radicais pediam a implantação da lei da Sharia, promoviam treinamento com armas e planejavam sequestrar um juiz

AE, Agência Estado

03 de abril de 2012 | 09h22

PARIS - O promotor francês François Molins informou nesta terça-feira, 3, que foram abertas acusações preliminares contra 13 islamitas radicais que pediam a implantação da lei da Sharia no país, promoviam treinamento com armas e planejavam sequestrar um juiz.

Veja também:

linkOperação antiterror prende 19 na França

linkAtirador de Toulouse é enterrado 'às escondidas'

linkJustiça francesa vincula islamitas detidos à Al Qaeda

Molins disse, em coletiva de imprensa, que o grupo Forsane Alizza, ou Cavalheiros do Orgulho, realizou treinamento físico em parques e florestas, reuniu armas e pregava o ódio e a violência em seu site na internet, onde mostrava cenas de Osama bin Laden, líder da Al-Qaeda morto por forças norte-americanas numa ação no Paquistão em 2011.

O site foi fechado depois que as autoridades proibiram a atuação do Forsane Alizza em março. Essas 13 pessoas - que estão entre as 17 detidas em ações policiais na semana passada - foram preliminarmente acusadas de associação criminosa ligada a uma rede de terrorismo, acusação que pode resultar em 10 anos de prisão e é usada na França para assegurar uma ampla investigação em casos de suspeita de terrorismo. Nove dos acusados foram detidos, afirmou Molins. Alguns serão acusados também pela aquisição, transporte e retenção de armas.

O promotor disse que o grupo tinha vários planos de ataque, dentre eles o sequestro de um juiz de Lyon, sudoeste da França. Um funcionário próximo à investigação disse que o alvo era um juiz judeu.

Molins declarou que a investigação mostrou que a rede estava organizada ao redor do líder da Forsane Alizza, Mohammed Achamlane. "Todos os suspeitos confirmaram que o papel de Mohammed Achamlane como incentivador, coordenador e emir do grupo e sua constante preocupação com a aquisição de armas", disse Molins.

O promotor disse que o suposto plano de sequestrar o magistrado, que cuidou do caso do abuso de um filho de um dos integrantes da célula de Lyon, foi decidido durante uma reunião em setembro. O magistrado foi colocado sob proteção policial.

Outros alvos em potencial do grupo incluem integrantes de grupos que fizeram declarações contra a comunidade muçulmana, disse Molins sem fornecer explicações mais detalhadas.

O promotor destacou que o grupo não tinha ligação com os três ataques realizados no mês passado na região de Toulouse, que deixaram sete mortos. O atirador Mohamed Merah, de 23 anos, afirmou ter ligação com a Al-Qaeda e foi morto por policiais após um cerco de 32 horas.

As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
Françaislamitasprisãoterrorismo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.