Ismail Hanyeh será novo premier palestino

Ismail Hanyeh será o próximo primerio-ministro palestino, conforme anunciou hoje a organização islâmica Hamas, que venceu as eleições parlamentares de 25 de janeiro passado. Hanyeh foi o mais estreito colaborador do xeque Ahmed Yassin, fundador do Hamas, e Israel o considera uma pessoa pragmática.O primeiro-ministro israelense interino, Ehud Olmert, declarou, ao abrir a reunião semanal do Conselho de Ministros, que a "Autoridade Nacional Palestina se transformou de fato em uma autoridade terrorista". Olmert comentou assim a gradual tomada de poder pelos dirigentes do Hamas, um movimento que está à frente da intifada.Haniye, de 43 anos, foi líder da chapa do Hamas nas eleições de janeiro. Casado, pai de 11 filhos, é considerado o mais importante político da Faixa de Gaza, após os assassinatos por Israel do xeque Ahmed Yasin, de Abdelaziz Rantissi e Ismail Abu Chanab.Ele escapou ileso de um fracassado ataque de setembro de 2003, contra o xeque Yasin. Um avião de combate israelense bombardeou a onde ambos estavam. Yasin, fundador e chefe espiritual do Hamas, foi assassinato em outra operação militar israelense em 2004.Nascido no sul de Israel em um miserável acampamento de refugiados de Chatti, em Gaza, onde ainda vive, Haniye estudou em um estabelecimento financiado pela Agência da ONU de Ajuda a Refugiados Palestinos. Diplomou-se na Faculdade de Educação da Universidade Islâmica. Ele militou na ala estudantil da Irmandade Muçulmana, organização da qual surgiu o Hamas, antes de se tornar membro da União dos Estudantes Universitários, em 1983 e 1984.Nos anos seguintes, Haniye assumiu a direção da Irmandade Muçulmana. No período, houve confrontos entre os integrantes do grupo e estudantes da facção Fatah, comandados por Mohammed Dahlan, ministro da atual administração palestina.Haniye foi preso várias vezes por Israel durante a primeira intifada (levante palestino contra a ocupação israelense), em 1987. Dezoito dias no mesmo ano, seis meses no seguinte e três anos, a partir de 1989. Foi expulso por Israel durante seis meses para o sul do Líbano, em 17 de dezembro de 1992.

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