Isolamento agrava crise em Honduras

Para a maioria dos hondurenhos, a posse do presidente Porfírio "Pepe" Lobo, na quarta-feira, representou o último ato de uma novela que durou oito meses. O clima nas ruas, porém, não é de otimismo. Quarto país mais pobre das Américas (à frente apenas de Haiti, Bolívia e Nicarágua), Honduras foi duramente afetada pela crise financeira internacional e a instabilidade política que culminou com a deposição de Manuel Zelaya foi um golpe de misericórdia na economia.

AE, Agencia Estado

01 de fevereiro de 2010 | 07h43

Nas palavras do novo ministro das Finanças, William Chong, o país "está na bancarrota" e a maioria parece descrente na capacidade de Pepe de reverter a situação. A economia de Honduras recuou 3% em 2009, pior resultado desde 1999, quando o furacão Mitch destruiu grande parte da infraestrutura do país. Foi também o pior desempenho entre os vizinhos da América Central e Caribe. Atualmente, cerca de 60% da população economicamente ativa de Honduras não têm emprego formal e pelo menos 180 mil hondurenhos foram demitidos no último ano.

A crise internacional já havia reduzido as remessas dos cerca de um milhão de hondurenhos que moram nos EUA, que são hoje a principal fonte de divisas de Honduras, e cortado as exportações de café e banana. No entanto, a política econômica de Zelaya piorou ainda mais a situação.

O ex-presidente dobrou o salário mínimo por decreto, fazendo disparar a inflação, e aumentou gastos com subsídios e novas contratações. Em dois anos, a dívida interna mais que dobrou, atingindo US$ 1,2 bilhão em 2009. Com o golpe, a ajuda de países e organismos internacionais, da qual Honduras é dependente, foi quase toda suspensa, deixando a economia em queda livre. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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