Israel abranda restrições a palestinos, mas processo é lento

Oficiais da defesa israelense anunciaram nesta quarta-feira que começaram a amenizar as restrições impostas aos palestinos da Cisjordânia e discutiram a remoção de alguns postos avançados de assentamentos judaicos construídos sem autorização. Entretanto, os palestinos reclamam que pouca coisa mudou na prática e que o Exército de Israel confiscou muita terra palestina na Cisjordânia durante os últimos meses. Em outros desdobramentos ocorridos hoje, uma reunião entre funcionários palestinos não resolveu o impasse entre o presidente e o primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP) - Yasser Arafat e Ahmed Qureia, respectivamente. Ambos divergem sobre quem comandará as forças palestinas de segurança. O impasse impede a formação de um novo gabinete por parte de Qureia e retarda as dormentes negociações de paz entre israelenses e palestinos. As autoridades israelenses qualificaram o abrandamento das restrições como uma gentileza em favor de Qureia. O ministro da Defesa, Shaul Mofaz, quer mostrar às autoridades americanas que houve algum progresso quando viajar a Washington na próxima semana. Israel alega que as restrições impostas aos palestinos - mantidas durante a maior parte dos mais de três anos do atual conflito - são necessárias para impedir a ação de homens-bomba e outros militantes palestinos. Recentemente, porém, até mesmo o chefe do Estado-Maior das forças armadas de Israel, tenente-general Moshe Yaalon, admitiu que as medidas restritivas servem apenas para alimentar o ódio entre os palestinos e são, de alguma forma, contraproducentes. Por ser conhecido como um linha-dura, os comentários de Yaalon tiveram ampla repercussão entre o público e podem ter influenciado a decisão de Mofaz.

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