Israel abre aeroporto alternativo após voos cancelados

Israel informou que abriu um aeroporto já existente no sul do país para mais voos internacionais, numa tentativa de retomar suas conexões aéreas com o restante do mundo, depois que agências reguladoras dos Estados Unidos e da Europa aconselharam suas empresas aéreas a evitar o aeroporto internacional Ben Gurion, em Tel-Aviv.

PRISCILA ARONE, COM INFORMAÇÕES DA ASSOCIATED PRESS E DA DOW JONES NEWSWIRES, Agência Estado

23 de julho de 2014 | 14h25

O ministro dos Transportes de Israel disponibilizou o aeroporto Ovda para empresas que interromperam suas operações em Tel-Aviv. O Ovda, que fica 60 quilômetros ao norte da cidade costeira de Eilat, pode receber voos internacionais, mas atualmente é usado principalmente no inverno por voos fretados com turistas. Nenhuma empresa aérea internacional havia ainda aceitado a oferta de voar para o aeroporto, informou a porta-voz da Autoridade Aeroportuária de Israel.

Até as 19h (horário local), 80 voos com chegadas e partidas do Ben Gurion haviam sido cancelados. Outros 209 voos foram realizados ou estavam programados até o final do dia, segundo a autoridade aeroportuária. A El Al Israel Airlines, a empresa nacional de Israel, continua a fazer seus voos regularmente com partidas e chegadas em Tel-Aviv.

As filas de check in da empresa estavam cheias de passageiros que trocaram seus bilhetes de companhias que cancelaram seus voos. A El Al disse que está usando aviões maiores e aumentando o número de voos para alguns destinos europeus para acomodar passageiros que tiveram seus voos cancelados por outras companhias.

A British Airways está entre as poucas companhias aéreas ocidentais que continuavam a operar voos do Ben Gurion nesta quarta-feira e disse que não pretende interromper seus voos. A empresa não respondeu a perguntas sobre como tomou a decisão de continuar voando para o local.

A Deutsche Lufthansa, Air France-KLM e outras empresas europeias seguiram a decisão das norte-americanas Delta Air Lines., United Continental e American Airlines de suspender suas operações. A Air Canadá também cancelou seus voos para Tel-Aviv.

Lufthansa, KLM e Air Berlin informaram nesta quarta-feira a extensão da suspensão operacional até pelo menos quinta-feira. A Lufthansa disse que a decisão se aplica também a suas subsidiárias Germanwings, Austrian Airlines, Swiss e Brussels Airlines. No total, são 20 voos que partiriam de Frankfurt, Berlim, Munique, Zurique, Viena e Bruxelas cancelados "até segunda ordem".

Alitalia e Scandinavian, que já haviam interrompido suas operações para Tel-Aviv na terça-feira, mantiveram a decisão para hoje, mas não haviam anunciado seus planos para quinta-feira. Já a polonesa LOT informou a suspensão de seus voos para o Ben Gurion até 28 de julho.

A última vez que companhias aéreas estrangeiras suspenderam seus voos para o Ben Gurion foi durante a Guerra do Golfo, em 1991, quando o Iraque disparou mísseis Scud contra Tel-Aviv, informou Neri Yarkoni, ex-diretor da autoridade de aviação civil israelense.

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