Arquivo/AE
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Israel abre arquivos sobre ataque de 1972 em Munique

Entre os documentos estão avaliação do então chefe do serviço secreto israelense sobre operação

AP

29 de agosto de 2012 | 19h41

TEL-AVIV - Israel tornou públicos nesta quarta-feira, 29, 45 documentos sobre o massacre de atletas israelenses nas Olimpíadas de Munique, em 5 de setembro de 1972. Segundo o jornal Jerusalem Post, os arquivos foram liberados para marcar os 40 anos do massacre.

 

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A documentação traz algumas revelações, como a avaliação de Zvi Zamir, então chefe do Mossad, o serviço secreto israelense, que julgou precária a ação da polícia alemã, que, na opinião dele, "não pareceu fazer o mínimo esforço para salvar vidas".

 

Outra revelação é a declaração de Golda Meir, então premiê de Israel, que classificou a noite em que 11 membros da delegação olímpica israelense foram mortos por terroristas palestinos do Setembro Negro como uma "manifestação tangível de esquizofrenia".

 

Detalhes

 

Atas de reuniões de gabinete entre membros da chancelaria, da Knesset (Parlamento israelense), do Ministério da Defesa e correspondências trocadas entre autoridades israelenses e alemãs lançam luz sobre a tragédia e retratam em detalhes os momentos imediatos após a invasão do alojamento - assim que as autoridades israelenses foram informadas do cerco à Vila Olímpica.

 

Os documentos relatam também as tensões políticas surgidas entre Israel e Alemanha, à medida em que o governo israelense tomava conhecimento das circunstâncias e dos detalhes da ação terrorista.

 

Entre os papéis está o primeiro comunicado enviado a Jerusalém pela Embaixada de Israel em Bonn, em 5 de setembro de 1972. Nele, está a informação de que palestinos armados com metralhadoras haviam invadido as instalações israelenses e exigiam a libertação de prisioneiros. O último documento, de 8 de novembro de 1972, são minutas da reunião entre Meir e o então chanceler da Alemanha, Walter Scheel.

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