Israel abre sala de orações para muçulmanos em aeroporto

O Aeroporto Internacional Ben-Gurion, na grande Tel-Aviv, contará pela primeira vez com uma sala de orações para os muçulmanos. A medida é parte dos esforços para melhorar a percepção dos praticantes dessa religião ao tratamento dispensado por Israel à viajantes árabes. Há anos, os passageiros muçulmanos, entre os quais os árabes com cidadania israelense, reclamam que o principal aeroporto de Israel, que adota rígidas medidas de segurança, não oferece placas em árabe e trata-os mal, algumas vezes, de forma humilhante. Os árabes israelenses representam 20% da população do Estado judeu, de cerca de 7 milhões de pessoas. O árabe é a segunda língua oficial do país, depois do hebraico. No entanto, quando o novo aeroporto foi inaugurado, em 2004, os árabes israelenses criticaram o fato de não haver placas em árabe, apenas em inglês e em hebraico. "O Aeroporto Ben-Gurion está decidido a fortalecer seus laços com o setor árabe. Recebemos vários pedidos de passageiros e até de parlamentares para criarmos um pequeno espaço (de orações) com os requisitos necessários", disse Shmuel Hefetz, porta-voz do aeroporto. O local também contratou mais agentes de segurança que falam árabe a fim de melhorar suas relações com os passageiros árabes, que reclamam de discriminação durante checagens de rotina, afirmando que, quase sempre, respondem mais perguntas do que os judeus. Pelo Ben-Gurion, passam cerca de 8,5 milhões de passageiros todos os anos

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