Israel aceita restringir ataques contra palestinos

O governo israelense decidiu limitar os ataques contra militantes de grupos extremistas palestinos, como parte de um acordo com altos funcionários americanos para ajudar a salvar o ?mapa da paz?, o novo plano para a região patrocinado pelos EUA, disseram fontes do setor de segurança em Israel. Um assessor do primeiro-ministro Ariel Sharon, Dov Wissglass, firmou nesta semana, na Casa Branca, o compromisso de o país só agir contra ativistas quando houver indícios de que há um atentado suicida ou outro tipo de ataque em vias de execução.Isso excluiria, portanto, líderes dos grupos palestinos, como Abdel Aziz Rantissi, da organização islâmica Hamas, que Israel tentou matar, semana passada, num ataque com mísseis. Nessa operação foram mortas quatro pessoas - hoje faleceu um homem que ficara ferido.Ao mesmo tempo, o Hamas retomou as conversações com o primeiro-ministro palestino, Mahmud Abbas, sobre um cessar-fogo que permita a execução do ?mapa?, aceito por ele e Sharon, no dia 4, na cúpula de Ácaba, na Jordânia. O Hamas é o grupo que mais resiste à idéia de uma trégua e, a princípio, só aceita negociar o fim dos atentados em Israel, e não nos territórios ocupados durante a Guerra dos Seis Dias - Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental.As negociações em Gaza e a decisão do governo israelense - bem como a visita do secretário americano de Estado, Colin Powell, na sexta-feira, a Israel - contribuíram para alimentar a esperança de que o plano de paz sobreviva à onda de violência iniciada após a cúpula, e que causou a morte de cerca de 60 pessoas. O plano de paz foi preparado pelos EUA, União Européia, ONU e Rússia.

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