Israel aceita retirar soldados da Cisjordânia sob condições

Em reunião realizada nesta quinta-feira, que se estendeu até a madrugada desta sexta-feira (horário local), o gabinete israelense decidiu começar a retirar gradualmente as tropas de Israel das cidades da Cisjordânia - cuja ocupação teve início depois do assassinato de um dos ministros israelenses. Segundo um assessor do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, a decisão está sujeita à obediência, por parte dos palestinos, de um acordo de cessar-fogo. Funcionários israelenses, palestinos e norte-americanos devem encontrar nesta sexta-feira para negociar os termos para a retirada dos soldados, que será gradual e dependerá da calma nas áreas a serem evacuadas, afirmou o assessor, sob a condição de anonimato. O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, concordou com a retirada gradual das tropas numa reunião com os ministros de seu gabinete. O encontro havia sido convocado para discutir as incursões do Exército - que provocaram críticas por parte dos Estados Unidos, mataram dezenas de pessoas, mas não conseguiram encontrar os assassinos do ministro. Ao mesmo tempo em que estava ocorrendo a reunião do gabinete, enviados especiais dos EUA, da União Européia e da Rússia e diplomatas acreditados junto à Autoridade Palestina, encontraram-se com o líder palestino, Yasser Arafat, num esforço para reavivar o acordo de cessar-fogo de 26 de setembro, entre palestinos e israelenses.

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