Israel acusa Arábia Saudita de financiar o Hamas

Um conselheiro do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon disse nesta quarta-feira que as organizações de caridade ligadas ao grupo extremista palestino Hamas recebem cerca de US$ 14 milhões por ano da Arábia Saudita. O autor da acusação, Dore Gold, acredita que parte deste dinheiro é desviado para praticar o terrorismo. Dore Gold, ex-embaixador nas Nações Unidas, disse que as contribuições para a caridade do Hamas vêm de instituições de caridade sauditas. O governo saudita não comentou a afirmação do israelense, mas em declarações oficiais anteriores, funcionários sauditas já haviam reafirmado que o propósito das contribuições do país é humanitário. Na tentativa de comprovar sua acusação, Gold citou um documento a que a agência de notícias Associated Press teve acesso. O documento registra um encontro do príncipe saudita Abdullah com Khaled Mashaal, líder do Hamas no Líbano, em Riad, durante um congresso muçulmano. Ainda que sua autenticidade careça de comprovação, o documento traz declarações do príncipe saudita expressando "palavras de encorajamento" aos palestinos. O documento também registra que Mashaal se encontrou com outros sauditas e "agradeceu a eles pelas doações que continuam a enviar a nosso povo".

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