Israel adia chegada da missão da ONU

Israel decidiu adiar a autorização para a chegada de uma missão da Organização das Nações Unidas (ONU) criada para investigar a ofensiva militar israelense contra o campo de refugiados de Jenin, informou hoje uma autoridade do Estado judeu. O Conselho de Segurança da ONU aprovou o envio da missão na última sexta-feira, depois de o ministro israelense das Relações Exteriores, Shimon Peres, ter dito ao secretário-geral da instituição, Kofi Annan, que Israel não tinha objeções, em princípio. No entanto, os termos referentes à missão ainda não haviam sido negociados. Israel adiou a chegada da missão porque seus termos "violam os acordos" entre Israel e o órgão mundial sobre a investigação, afirmou a autoridade, que pediu para não ser identificada. A fonte disse ainda que as pessoas escolhidas para chefiar a missão eram fruto de indicações políticas, sem formação militar, como Israel teria pedido. Além disso, as indicações foram feitas sem que o Estado judeu fosse consultado, como teria ficado acertado entre as partes. Ainda de acordo com a fonte, a chegada da missão seria postergada até que todos os problemas fossem solucionados. O campo de refugiados de Jenin foi palco de oito dias de intensos confrontos entre os soldados de Israel e militantes palestinos. A operação fez parte de uma ofensiva generalizada do Exército israelense contra a Cisjordânia em resposta a uma série de atentados suicidas que deixaram dezenas de mortos. A batalha terminou no dia 11 de abril.

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