Israel admite uso de bomba de fósforo em conflito no Líbano

O Exército de Israel jogou bombas de fósforo em seus ataques contra o grupo guerrilheiro xiita Hezbollah durante a recente guerra no sul do Líbano, de acordo com informações dadas neste domingo por um ministro do gabinete israelense, que confirmou, pela primeira vez, as acusações libanesas. Até o momento, Israel vinha informando que só utilizou esse tipo de armamento - que provoca queimaduras químicas graves - para demarcar território e não em áreas ocupadas, o que é proibido pelas leis internacionais. Na semana passada, o ministro de gabinete, Jacob Edery, confirmou, durante uma sessão no Parlamento, que Israel utilizou essas armas nos ataques contra o Hezbollah, afirmou o porta-voz Orly Yehezkel, que falou em nome do ministro de Defesa, Amir Peretz. "O Exército de Israel tem diferentes tipos de munição de fósforo", afirmou Edery, segundo o diário Haaretz. "O Exército de Israel utilizou projéteis de fósforo durante a guerra contra o Hezbollah em ataques contra alvos militares em terra aberta", disse Edery, que não deu detalhes sobre quais pontos e contra quais alvos foram usadas as bombas. Ele afirmou que as leis internacionais não proíbem o uso dessas bombas. Muitos grupos internacionais, incluindo a Cruz Vermelha, têm pressionado para que esse armamento seja proibido. Durante a guerra, o governo libanês acusou Israel de lançar bombas de fósforo. O fósforo branco é uma substância translúcida parecida com cera que tem um cheiro forte e provoca um calor intenso e fumaça. A Convenção de Genebra proibiu o uso desse tipo de munição contra civis e áreas ocupadas por civis. As forças militares de Israel têm argumentado que usaram essa arma em conformidade com a lei internacional e que tem investigado as queixas de violação com base em informações recebidas. Cerca de 1.200 civis foram mortos de ambos os lados do conflito, iniciado após o seqüestro pelo Hezbollah de dois soldados israelenses em julho.

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