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Israel adota posição oficial sobre novo Governo palestino

O Governo do primeiro-ministro israelense Ehud Olmert adota neste domingo, na reunião semanal do Gabinete Nacional, a posição oficial em relação ao novo Executivo da Autoridade Nacional Palestina (ANP), cujos ministros tomaram posse no sábado no Conselho Legislativo.Segundo fontes governamentais, Israel anunciará que não reconhecerá o novo Governo palestino de coalizão entre o movimento islâmico Hamas e o nacionalista Fatah.Além disso, Israel continuará com o boicote econômico que mantém há um ano, desde que o primeiro Governo do Hamas assumiu o poder, também liderado por Ismail Haniyeh.Isto significa que o Governo israelense não transferirá à ANP a quantia que recolhe como agente de retenção de impostos do Executivo palestino.Trata-se de uma quantia de aproximadamente US$ 50 milhões ao mês. Em um acordo firmado em dezembro com o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, Olmert ordenou o repasse de US$ 100 milhões para cobrir "necessidades humanitárias".Por outro lado, vários países do Quarteto de Madri - Estados Unidos, União Européia, ONU e Rússia -, que participavam do boicote, se mostram condescendentes com a reorganização política da ANP e predispostos a retomar sua ajuda aos palestinos da Cisjordânia e de Gaza.Supõe-se que o argumento que será usado pelo Gabinete Nacional israelense para rejeitar o novo Executivo palestino será que este não respeita os princípios estabelecidos pelo Quarteto de Madri para alcançar a paz no Oriente Médio, seguindo a fórmula de um Estado para cada povo.O ministro das Finanças do novo Executivo palestino, Salam Fayyad, afirmou que "o Governo da ANP é um organismo auxiliar, o executor de sua política é o presidente Abbas".Olmert se reuniu com Abbas em três ocasiões desde dezembro. Acredita-se que o premier israelense, diante da esperança com que a comunidade internacional recebeu o novo Governo palestino, reiterará sua posição de não negociar com este Executivo, mas continuará a se reunir com seu presidente.Abbas, ao contrário de Haniyeh, reiterou no sábado no Conselho Legislativo sua vontade de paz e pediu ao Governo de Israel que retome as negociações. Haniyeh, sem mencionar o Estado de Israel em nenhum momento, já que o Hamas não o reconhece, destacou o direito dos palestinos a resistir e de retornar a suas terras dos refugiados da guerra árabe-israelense de 1948."Admitir o retorno dos refugiados (a terras que estão em território israelense) seria um suicídio, e não nos suicidaremos", afirmou o vice-primeiro-ministro israelense Shimon Peres. O novo ministro de Exteriores palestino, Ziad Abu Amr, do Fatah, pediu que o Governo israelense não se deixe levar por "assuntos semânticos", referindo-se a que o novo Executivo não reconheceu expressamente o Estado israelense, mas se comprometeu a respeitar os acordos assinados com ele até o momento."Os palestinos devem reconhecer Israel e abandonar o terrorismo. Em todas as vezes que não fazem isto, são eles que se ocupam de assuntos semânticos", reagiu Peres. A oposição parlamentar israelense, liderada pelo nacionalistaLikud, presidido pelo ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, defende a ruptura com Abbas, porque "ele e os radicais islâmicos são uma mesma coisa".O novo Executivo palestino "é um Governo do Hamas. Israel está em uma armadilha estratégica: entre os palestino uma mão continua com o terrorismo e a outra exige concessões, negociando politicamente", explicou o chefe da bancada do Likud, Gideon Sa´ar.

Agencia Estado,

18 de março de 2007 | 04h09

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