Israel aguarda pacote dos EUA para discutir moratória

O governo de Israel aguarda detalhes por escrito de um pacote de incentivos dos Estados Unidos, oferecido em troca de uma nova moratória de construções na Cisjordânia, disse hoje Nir Hefetz, um alto funcionário do setor de comunicações para o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, em entrevista à rádio militar israelense. "Há entendimentos entre a secretária de Estado dos EUA (Hillary Clinton) e o primeiro-ministro, mas leva tempo para eles colocarem isso por escrito, e nós temos que esperar."

AE, Agência Estado

16 de novembro de 2010 | 15h03

A suspeita é de que os EUA tenham oferecido a Israel um pacote generoso de garantias políticas e de segurança em troca da renovação da moratória parcial para as construções em assentamentos na Cisjordânia. As negociações de paz diretas, lançadas pela Casa Branca no início de setembro, chegaram a um impasse três semanas depois, quando acabou a moratória israelense de dez meses para construções nos assentamentos. Os palestinos querem essas terras como parte de seu futuro Estado independente.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, insiste que não retornará às conversas diretas, a menos que Israel interrompa as obras. Os EUA têm trabalhado para que Netanyahu retome a moratória. O primeiro-ministro, que se encontrou com Hillary na semana passada, deve pedir aos 15 ministros de seu gabinete de segurança para aprovar uma nova moratória de 90 dias, em troca dos incentivos dos EUA.

"Nenhuma data foi marcada pelo gabinete de segurança porque nós temos que esperar pelos esclarecimentos por escrito dos americanos. Mas os dois lados estão interessados em aplicar os acordos que eles fecharam, e as equipes dos dois lados estão trabalhando para isso", disse Hefetz.

O secretário do gabinete, Tzvi Hauser, disse à rádio pública israelense que os ministros não devem se reunir hoje. Segundo ele, os ministros ainda aguardam os "esclarecimentos dos EUA". O ministro da Defesa, Ehud Barak, porém, que estava na França para uma visita de quatro dias, encurtou sua viagem e retornou a Israel para discutir a proposta norte-americana, informou a rádio pública.

O gabinete de segurança israelense realiza uma reunião regularmente às quartas-feiras, mas pode se encontrar em outros dias. A equipe está dividida sobre aprovar ou não a nova moratória, mas Netanyahu espera garantir uma maioria de sete ministros favoráveis, seis contra e dois do partido religioso Shas que devem se abster. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
IsraelpalestinosEUApacotemoratória

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.