Israel ameaça afastar palestinos de Jerusalém Ocidental

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, discutiu nesta terça-feira com membros do gabinete de segurança planos para aumentar a segurança em Jerusalém Ocidental pelo fato de nos últimos dias a cidade ter sido alvo de dois atentados que causaram a morte de três israelenses e ferimentos em mais de cem. Autoridades policiais e de segurança propuseram medidas para isolar fisicamente Jerusalém Ocidental, a parte que integra o Estado desde sua fundação, dos setores palestinos de Jerusalém Oriental, a porção árabe ocupada por Israel após a Guerra dos Seis Dias, em 1967. O país anexou nos anos 80 a parte leste da cidade, que os palestinos querem transformar em capital de um Estado independente, mas essa medida não é reconhecida pela comunidade internacional. Comunicado emitido após a reunião dá a entender que a separação física está descartada, pois enfatiza que a cidade será tratada como "um todo". Isto inclui alguns bairros árabes que estão sob controle civil palestino, mas dos quais a segurança é dirigida por Israel. A situação legal desses locais não seria alterada. A proposta de oficiais da polícia era a de construir cercas ao longo de parte dos 11 quilômetros que separam as duas porções, mas principalmente posicionar câmeras de segurança, bloqueios em ruas e estradas, patrulhamento intensivo e várias medidas não visíveis. O jornal Haaretz e a TV Israel publicaram que o chefe do conselho de segurança nacional, major-general Uzi Dayan, chegou a propor a criação de um muro ao longo desses 11 quilômetros. Mas a idéia de divisão física de Jerusalém foi rechaçada por Sharon. Raanan Gissin, um assessor de Sharon, admitiu que provavelmente seriam instalados "alguns tipos" de postos de checagem e cercas em áreas internas da cidade. O ministro de Segurança Pública, Uzi Landau, enfatizou que o objetivo principal é manter os palestinos da Cisjordânia fora de Jerusalém.

Agencia Estado,

29 Janeiro 2002 | 20h37

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