Israel ameaça com represálias econômicas

Ministros israelenses ameaçam preparar medidas econômicas em represália à proposta de criação do Estado palestino na ONU. O ministro de Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, ameaçou anular todos os acordos com os palestinos.

JERUSALÉM, O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2011 | 03h01

Lieberman referia-se aos acordos de Paris (1994) entre Israel e a Organização de Libertação da Palestina (OLP), que preveem o reembolso das taxas aduaneiras e dos impostos sobre os bens importados pelos palestinos que utilizam portos e aeroportos israelenses. Esse montante representa dois terços da verba do governo palestino, que garante o pagamento de mais de 150 mil funcionários.

Em várias ocasiões, Israel chegou a congelar o pagamento aos palestinos. Danny Ayalon, vice-ministro de Relações Exteriores, mencionou o risco de represálias no fim de semana. "A assistência futura e a cooperação serão comprometidas. A proposta palestina na ONU viola acordos que regulamentam nossas relações econômicas", afirmou Ayalon.

O ministro de Finanças de Israel, Yuval Steinitz, também falou sobre o possível corte dos subsídios aos palestinos. "Eles querem estabelecer um Estado sem a paz, sem segurança, sem encerrar o conflito, sem reconhecer o Estado de Israel. Tudo isso representa nosso pior pesadelo e tem um preço."

Segundo o jornal israelense Haaretz, o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, e o chefe da inteligência, Dan Meridor, acreditam que provocar uma crise no sistema econômico palestino pode transformar a Cisjordânia num caos, e Israel arcaria com as consequências em relação à violência e às condenações internacionais. / AFP

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